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No último round, vitória das vendas

Depois de um ano difícil para a economia brasileira e, em especial, para o comércio, o espírito natalino falou mais alto e a vontade de presentear as pessoas queridas nessa época não foi deixada de lado. Indicadores de vendas revelam que o movimento de Natal não decepcionou e ficou bem próximo do esperado, o que reforça as expectativas de que 2010 será um ano bem positivo para o varejo.
Entre os dias primeiro e 25 de dezembro, as consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e ao SCPC Cheque da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), termômetros dos negócios à vista e a prazo, detectaram crescimento médio de 6,1% nas transações em relação a igual período de 2008. Mais uma vez, vestuário, calçados e eletroeletrônicos – principalmente telefones celulares – encabeçaram a lista de produtos mais procurados no período das festas de final de ano.
O resultado foi considerado favorável por Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Segundo ele, os números trazem perspectivas otimistas para o setor no próximo ano. O desempenho das vendas de Natal é um bom sinalizador para o varejo em 2010, afirmou.
Sem marcas da crise – As vendas à vista, medidas pelo SCPC Cheque, cresceram 7,1% neste Natal em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho, que em uma primeira análise já pode ser considerado bom, fica ainda mais expressivo quando se observa que o indicador vinha de uma base forte, pois havia registrado expansão de 4,7% em dezembro de 2008 na comparação com igual período do ano anterior.
As vendas a prazo, medidas pelo SCPC, tiveram alta de 5% neste Natal, mantendo o ritmo de crescimento iniciado no mês de novembro. Entretanto, a base de comparação para as transações com pagamento parcelado é fraca. No último mês de 2008, o SCPC registrou uma queda
de 1,4% nos negócios, consequência direta crise financeira internacional, que deixou o consumidor receoso no momento de gastar
e afetou mais as compras que dependiam de crédito, que costumam ser de
maior valor.

Fonte: Diário do Comércio

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