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Vendas do varejo iniciam ano em alta

Consultas ao SCPC cresceram tanto para compras à vista quanto a prazo na primeira quinzena de janeiro.

Indicadores mostram que liquidações pós-Natal mantiveram movimento aquecido no comércio paulistano, mesmo em período de férias.

As liquidações pós-Natal e  de ano-novo mantiveram as vendas do comércio da cidade de São Paulo aquecidas na primeira quinzena de 2010 na comparação com igual período do ano passado. Balanço do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), mostra elevação de 5,1% nas consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), termômetro que mede vendas a prazo, nos primeiros 15 dias de janeiro. No contraponto à primeira quinzena de janeiro de 2009, as operações à vista apuraram elevação de 8,5%, segundo o SCPC/ Cheque.

O ano começa dentro do esperado e os indicadores mostram que as vendas deverão crescer 6% no primeiro trimestre, afirmou o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti.

De acordo com o economista do IEGV, Emílio Alfieri, o resultado verificado na primeira quinzena de janeiro  mostra que a tendência de recuperação do varejo no pós-crise internacional está mantido, uma vez que, historicamente, as vendas nos primeiros meses do ano são mais fracas na capital paulista em virtude das férias de verão. Nesse período, grande parte dos paulistanos viaja rumo o litoral ou interior do estado.
Inadimplência – Os indicadores da Associação Comercial também foram positivos  em relação à inadimplência.

Segundo o levantamento do IEGV, os registros recebidos (carnês que entraram para o sistema por falta de pagamento) apuraram queda de 2,6% na primeira quinzena de janeiro no comparativo a igual período do ano passado.  Por sua vez, os registros cancelados (carnês que deixaram o sistema com a quitação do atraso) tiveram crescimento de 8,2%.

No contraponto entre os primeiros 15 dias de janeiro com igual período de dezembro, a retração nos registros recebidos foi de 3,6% e a queda verificada nos carnês cancelados foi de 24,8%.

De acordo com a avaliação da ACSP, a maior facilidade de acesso ao crédito é uma ferramenta que ajuda o consumidor a se manter disposto a renegociar dívidas.

 Fonte: Diário do Comércio

 

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